Por quê quem gosta de David Lynch gosta de David Lynch?
Porque em seus filmes ele nos leva - seres humanos que somos - a um labirinto de sensações. Cheio de expectativas, suspeitas, sonhos, medos, entusiasmo, espanto e catarses estranhas.
Lynch tem trabalhado de forma cada vez mais independente, longe dos grandes estúdios americanos. E, para financiar os seus projetos pessoais, às vezes o diretor faz alguns comerciais, como este para a grife Gucci. É uma propaganda de perfume, mas é muito Lynch.
Melhor ainda é o making of:
Mais um comercial para a Prefeitura de Nova York, para convencer a população a não jogar lixo na rua… medo.
Essa é a primeira lição pra quem quer ser um artista visual. É difícil falar sobre isso. Mas tenho que admitir que errei muito em um job importante aqui na Farofa. E hoje quero falar exatamente sobre errar quando se compõe Efeitos Visuais. Todos nós cansamos de ouvir a estória de Thomas Edison e suas 10 milhões de tentivas pra conseguir a lâmpada. Por isso uma das chaves pra se compor um grande Efeito Visual é errar logo de cara e errar sempre. Eu sei que isso é difícil de engolir. Estar no controle de uma composição de Efeitos Visuais significar ser a pessoa que tem as respostas. Quando o diretor chega e nos pergunta: “Como iremos fazer isso?”, ninguém quer responder: “Eu não sei, deixe-me pensar.” Humildade no mundo do VFX está em falta. O fato é que o erro é parte de qualquer processo artístico. E como você vai lidar com o erro num ambiente de trabalho é o melhor teste de caráter que se possa ter. Muito melhor que o sucesso imediato.
VAI PRAS CABEÇAS OU VAI PRA CASA
Medo de errar pode levar te levar a paralisia - cuidado exagerado que termina em indecisão e falta de ação. Se você tem medo de errar, você nao vai aprender nada. Ás vezes, começar um projeto é o mesmo que se sentar na beirada de um abismo de dúvidas cheio de tristeza e desespero - era assim que estava me sentindo. Mesmo que suas dúvidas não sejam esclarecidas, você terá que tomar a decisão de se jogar nesse abismo. Ninguém alcança a glória ficando sentado na beriada do abismo chorando e dizendo: ” Viu? Eu falei que seria difícil.” Se é pra se jogar, se jogue com um sorriso na cara.
AS COISAS SÃO COMO SÃO
Uma coisa que define o sucesso de uma pessoa é a habilidade de se ver as coisas como elas são, e não aquilo que ela gostaria que fosse. A única maneira de fazer seus erros trabalharem pra você é ser honesto com você mesmo e reconhecer o que saiu errado no set e na pós e porque tudo fugiu do controle. Olhe pro seu trabalho com olhos críticos. Não seja covarde. “Seje homi” - como diria uma amiga. Se você fosse um cliente, o que você diria do seu próprio trabalho? Não dê desculpas e nem tente qualificar seu trabalho. Especialmente, procure saber onde você errou e tente acertar da próxima vez.
O ERRO É BOM
Pra se aprender de verdade através do erro, você deve errar sempre que possível. Pense bem. Toda vez que você erra você vai aprender exatamente onde não pisar no cocô. É difícil andar entre as pessoas com cocô no sapato. É como admitir o erro pra todo mundo. Vem aquela sensação de vergonha e é muito incômodo. Todo mundo te olha e diz: “Eu não acredito mais na finalização.” Mas… vamos olhar desse jeito: o artista que se coloca acima do bem e do mal, em um nível de perfeição, corre o risco de tomar um tabefe bem no meio da cara quando menos se espera, tudo porque ele não é capaz - por estar cego pela sua onipotência - de olhar pras coisas que estão começando a dar errado.
PRÉ-VISUALIZE SEUS ERROS
Não é uma boa idéia cometer erros em jobs importantes e principalmente quando não se tem prazo. Por isso, tente criar uma linha imaginária de erros em cada projeto. Um projeto entrou? Pense sobre ele. Mande emails pras pessoas que tem mais experiência do que você. Pergunte. Não tente bancar o espertalhão. Teste, tente o que for antes de sair em disparada ao set e fazer tudo errado. Descasque seu projeto. Imagine-o dia e noite, faça rascunho, pesquise nos fóruns, no google, seja onde for. Começar um job com milhares de erros é como deixar um sorvete derretendo no sol. Mesmo que você tentar correr pra salvá-lo, ele vai derreter. Tenha certeza do que você está fazendo. Previsualize tudo. Caso contrário, você não será o cara que aprendeu através dos seus erros e sim aquele que caiu e não se levantou mais.
Depois do último concerto de The Band em The last waltz (1978), da trajetória de Bob Dylan em No direction Home: Bob Dylan (2005), o novo documentário de Martin Scorsese é sobre o show de Rolling Stones no Bacon Teather em New York.
Muitas vezes eu fico imaginando como esses malucos dos efeitos especiais conseguem fazer o que vemos nas telas do cinema. Como por exemplo, em Piratas do Caribe 3, que é um filme recheado de efeitos visuais deliciosos.
A Kerner Optical fez alguns deles, e pra ser sincera, acho que eles ficaram com a melhor parte: as explosões dos navios. Pois é…nem tudo no mundo do VFX é 3D. Eu já imaginava como eles teriam feito essas explosões. Mas depois que ví esse vídeo abaixo, cheguei a conclusão de que minha imaginação é muito pobre e pra lá de chata!
Já não bastava se ter uma RED ONE pra sacudir o mercado, agora temos o mesmo equipamento renovando a forma de usar telecine com Super 8. Isso graças a um protótipo que usa a RED ONE camera junto ao sistema Moviestuff Workprinter XP, um telecine adaptado especialmente para se usar com a Red, que graças a entrada de sua interface, ela captura a 30 frames por segundo no modo 4K. Ainda é necessário um bom conhecimento ótico entre a RED e o novo telecine, mas acreditamos que isso vai dar vida aqueles que se prendem ao Super 8.
Martin Scorsese faz uma homenagem a Hitchcock em uma propaganda para a espanhola Freixenet. “Em Key to Reserva”, Scorsese conta que tem em mãos um trecho de um roteiro inédito de Hitchcock. Segundo o diretor, são três páginas e meia, com uma faltando no meio, nunca filmadas. “E nós vamos fazê-lo!”, diz Scorsese. Muito bom!
Scorsese também é referência.
Postô, postô
(private joke)
CQC (Custe o Que Custar), o novo programa da BAND mistura jornalismo e humor, informação e entretenimento. É apresentado por comediantes com o mote de “descobrir o que todos querem saber mas ninguém tem coragem de perguntar”. Segue abaixo dois quadros do programa de estréia.
Pra quem não sabe nada, nem o que significa VFX (Visual Effects, ou Efeitos Visuais - agora você sabe!), aqui vai o primeiro post (da série que irei apresentar aqui) VFX for Dummies.
A técnica é velha, mas até o homem do tempo a usa.
O processo, criado no final dos anos 30, permaneceu basicamente inalterado por décadas. Um ator era filmado em um palco diante de uma parede ou pano azul ou verde, e então uma cena de fundo diferente era filmada. Os técnicos removiam a cor do fundo com uma máscara, produziam transparências positiva e negativa, sobrepunham manualmente as fitas e as projetavam em um filme virgem – criando assim a cena composta final. Esse exercício de “impressão óptica” era chato e caro, mas eficaz. Depois, outro processo foi desenvolvido para a televisão.
O fundo podia ser de qualquer cor, mas como o vermelho, o verde e o azul correspondem às três camadas de emulsão do filme e aos três canais de cor da câmara de televisão, são mais fáceis de filtrar. Acontece que o vermelho é comum em tons de pele, e mascará-lo poderia complicar o aspecto da pele; assim, essa cor é evitada.
Apenas em meados dos anos 90 é que entrou em cena um processo totalmente computadorizado, pelo qual um programa converte os quadros do filme em arquivos digitais e permite que os artistas os manipulem .
Os cineastas prontamente abraçaram a técnica por ser mais rápida, barata e refinada. Hoje, a maioria dos filmes é montada digitalmente.
No entanto, os editores ainda precisam supervisionar o procedimento, corrigindo cores e acertando os contornos para que os espectadores não percebam aparições fugazes. “Apesar da tecnologia, o processo ainda é uma forma de arte e exige o toque humano”, reconhece Chris Cookson, diretor chefe de tecnologia da Warner Bros. Entertainment, em Burbank, Califórnia. O sucesso nos grandes estúdios gerou programas mais simples para fãs de vídeo digital e doméstico, como o Final Cut 6 e o Avid Xpress. Os produtos “quase equivalem a um sistema de edição e efeitos especiais de US$ 30 mil, em um pacote de software que sai por US$ 1.200”, garante Walter Graff, diretor e cinegrafista de Nova York. Agora, se um entusiasta dispõe de olho e talento para explorar essas ferramentas como um profissional, já é outra história.
Muitos filmes de terror basearam-se em histórias fantásticas, psicopatas, mortos-vivos… mas nada assusta mais do que um filme com crianças. Pois é nessa batida que está sendo lançado no dia 21 de março “The Orphanage”. O primeiro filme do diretor Juan Antonio Bayona está sendo aclamado pela crítica européia como o renascimento do “terror clássico”. O filme conta a história de uma mulher, que resolve comprar a casa onde ficava o orfanato em que foi criada, para morar com o marido e o pequeno filho Simon (eis aí a criança). Partindo desses ingredientes, adicionando alguns amigos imaginários, “The Orphanage” parece seguir a risca todos os “manuais” dos filmes de terror. Como dito pelo crítico Olly Richards, o filme segue a linha de “O Iluminado”, com pitadas de “Psicose”, “O Bebê de Rosemary” e outros.
De acordo com tudo o que está sendo dito, o filme parece que realmente vale a pena.
Segue abaixo o trailer.