Coisas incríveis acontecem
Jim Jannard é o dono e o idealizador da Red Digital Cinema - companhia que fabrica as câmeras Red One, Scarlet e Epic (veja no post anterior).
Para quem não sabe, ele foi, por muito tempo, presidente da Oakley, que fabrica óculos e roupas de surf de altíssima qualidade. Também foi colocado pela Revista Forbes, em 2007, entre os homens mais ricos do mundo, com um patrimônio avaliado em 2 bilhões de dólares.
Como um bom visionário, Jannard voou mais alto, e certo dia se desligou da Oakley para investir nessa nova empresa de cinema digital, que está revolucionando o cinema mundial como um todo.
Aqui ele fala sobre a sua relação com Steven Soderbergh ( vencedor do Ocar de melhor direção com Traffic, em 2000) e sobre a relação de Steven Soderbergh com os equipamentos da Red Digital Cinema, durante a filmagem de “Che”.
“Deixe-me contar pra você o que é incrível a respeito de Steven Soderbergh aos meus olhos.
1. Diretor ganhador de um Academy Award.
2. Adora filmar suas próprias coisas. E editá-las também.
3. Ele não pede permissão para ninguém para fazer o que pensa que vai dar certo.
4. Tomou a decisão de filmar “Che” (com Benecio Del Toro) com a Red, porque viu as cenas que Peter Jackson fez e porque fez um teste rápido em sua casa, usando o protótipo dois, da pré-produção das câmeras Red One.
5. Montou sua própria equipe na Espanha, esperando pelas duas RED ONEs aparecerem. Ele disse ao seu time que não precisava de câmeras backups. As REDs viriam. Colocamos os CF cards pra trabalharem minutos antes de começar a filmar, mandando as firmwares por email ao time na Espanha. Eles então correram pra locação, dispararam as câmeras e começaram a filmar…
6. Primeiro dia de filmagem em um vale, mais de 40 graus de temperaura. As câmeras superaqueceram. Steven Soderbergh disse “coloque sacos de gelo sobre as câmeras até que elas fiquem mais frias” e continuem a filmar. Continuamos esse processo por alguns dias até que uma nova update da firmware ficasse pronta. Pré-produção da firmware, sem noção de exposição e frames pra nos guiar, somente 24fps…. nem “Boris” ou “Natasha” usados por Peter Jackson. Nunca reclamou. Nem uma vez. Somente… “estou feliz por estar aqui”.
7. Me mandou um email dizendo como ele estava empolgado por ter filmado com a RED e que provavelmente nunca mais vai filmar com outra coisa, não importando o budget. Ele ama a câmera.
8. Depois de ter terminado o primeiro filme “Che” (segundo), decide filmar o próximo filme anamórfico. Dissemos que ele era maluco. Ele acredita que vai achar um jeito disso funcionar. Nós achamos. Ele fica empolgado com os resultados.
9. Depois de ter filmado e editado os dois filmes sobre “Che”, Steven Soderbergh nos informa que ele vai filmar “The Informant” (com Matt Damon) com a RED. “Quais as melhoras que você tem a caminho?” Demos a ele um Build 15. E assim ele vai.
10. O próximo filme é “The Girlfriend Experience”. Filmado com a RED num Build 18 (com suporte anamórfico). Seu primeiro assistente o surpreende no set, pois ele pode ver as cenas anamórficas corretamente em seu monitor. Ele escreveu um bilhete pra me dizer “você não vai acreditar o quão bom esse negócio está… bem, talvez você vá.”
11. 3D na RED.
Eu gostaria de dizer muitas coisas a respeito do Steven. Ele é muito inteligente. Ele nunca fica confuso (isso eu pude ver). Ele é um contador de estórias incrível… um dos melhores.
Ele nunca reclamou “do que a RED não pode fazer”. Ele sempre fez o que ele podia com qualquer versão da câmera que demos a ele. Se eu dissesse pra ele que havíamos conseguido algo novo, ele me responderia dizendo “isso parece ser legal. Eu poderia usar isso.” Steven nunca nos pediu nenhum tratamento especial…. ele só nos empurrou pra frente por acreditar em nós. Que incrível técnica é essa!
Às vezes, em nossa empresa, a gente é levado por muitos detalhes, aspectos ou desejos sobre a câmera, e somos paralizados por tentar fazer alguma dessas coisas. Eu aprendi com o Steven não só a respeito de câmeras e filmes, mas sobre como viver. “Temos o que temos e isso é suficiente (por hoje) pra fazer algo significativo. Se você me dá mais, eu farei mais. Mas eu tenho o suficiente agora.” Eu amo a sua filosofia.
Eu encontrei muitas pessoas durante minha carreira de negócios. Michael Jordan é um amigo chegado. Assim como Lance Armstrong. Steven Soderbergh está na lista de pessoas da elite que me inspiram. Peter Jackson também está nessa lista. Nenhuma dessas pessoas estão nessa lista porque eles têm um grande nome. Mas sim porque eles são grandes pessoas, fazendo grandes coisas sem reclamar das coisas “que eles não têm”. Lance nunca diria “Não posso fazer isso porque eu tenho câncer”. Peter nunca diria “OK… Vou dar uma olhada nesses protótipos quando eles realmente estiverem prontos.”
Deus ama aqueles que são corajosos e que nos inspiram. Hoje, este é Steven Soderbergh pra mim. Não só ele acreditou na RED, ele não esperou ninguém “fazer isso” antes, ele foi corajoso o suficiente pra filmar filmes de grande budget com protótipos que não foram provados. Ele nos forçou a seguir adiante porque ele acreditou em nós. Como poderíamos pisar na bola com ele?”
Jim
Sem comentários »Top 10 time-lapse vídeos mostra o trabalho da natureza
fonte: Wired
O mundo está cheio de espetáculos lentos. Assisti-los seria doloroso se não fosse a fotografia time-lapse, que pode fazer dessas longas histórias um marcante entretenimento.
Quando um fenômeno acontece muito lentamente, assisti-lo em vídeo acelerado ajuda os cientistas a se afastarem e verem com clareza o grande quadro. Em altas velocidades, coisas que pensávamos estarem estáticas ganham movimento - até mesmo as cenas mais bobas florescem para vida. Aqui estão os melhores time-lapse da natureza, selecionados pela Wired Science.
10. Total Lunar Eclipse
9. Tempestade de Neve em Denver
8. Milho Crescendo
7. Lagarta se tornando Borboleta
6. Cogumelos Crescendo
5. Terra Nascendo
4. Maçã Apodrecendo
3. Tempestade de Trovão
2. Aurora Borealis
1. Tempestade de Fogo no Vale de Simi
Sem comentários »Como funciona o sistema linear do capitalismo
Hoje, um dos assuntos mais discutidos nas grandes empresas é SUSTENTABILIDADE. Para essas companhias, sustentabilidade não se resume a um projeto unilateral, mas sim a uma forma de repensar seus próprios negócios em prol de melhorias sociais e ambientais.
É comum assistir na TV anunciantes que divulgam embalagens ecologicamente corretas, enquanto outros publicam que diminuíram a emissão de gás carbônico em suas cadeias produtivas.
Mas como medir os resultados e legitimar o discurso verde em tempos de crise?
Para a maioria das empresas, a desaceleração da economia não vai representar cortes de investimento ou mudanças significativas no posicionamento socioambiental. Promover o uso responsável dos recursos naturais, segundo elas, pode gerar riquezas e empregos.
Assista o documentário “The Story of Stuff“, da especialista internacional em sustentabilidade investigativa, Annie Leonard, e tire suas próprias conclusões. Ela passou os últimos 20 anos pesquisando e promovendo medidas anti-poluição ao redor do mundo, em lugares como Bangladesh, Filipinas e Índia.
Como uma americana (sensata), ela explica por que o materialismo tem um impacto tão grande no meio ambiente e na saúde, e por que o sistema linear de capitalismo está deixando o mundo doente.
Sem comentários »Google oferece meio milhão de ebooks, grátis!

Após o lançamento do Sony Reader, a Google entra em parceria com a Sony e anuncia que vai disponibilizar 500 mil títulos de domínio público na web.
Claro que isso não está restrito aos usuários do Sony Reader. Qualquer pessoa pode ter acesso, baixar e ler os livros em seus computadores pessoais.
Quem quiser saber mais, dá uma passada na Sony eBook store e clica em “Unearth a Classic” para conferir os títulos disponíveis.
fonte : Techradar
Sem comentários »Além do bizarro: Um dos diretores de Tokyo! cria a sua própria linguagem
Fonte: Wired
“Interior Design”, dirigido por Michel Gondry, conta a estória de uma jovem japonesa alienada que se transforma numa cadeira. “Shaking Tokyo”, do mestre sul-coreano do horror Bong Joo-ho, começa em um hikikimori (termo de origem japonesa que designa um comportamento de extremo isolamento doméstico) que se apaixona por uma entregadora de pizza, tatuada com botões que, misteriosamente, ativam uma série de emoções.
Mas a estória mais estranha desse filme, que merece ser vista como arte, e que pode desfrutar de uma estreia digna, deve ser “Merde”, de Leos Carax. O escritor e diretor francês apresenta um ermitão com 7,5 cm de unhas (interpretado por Denis Lavant, na foto acima) que vive no sistema de esgoto de Tokyo. Preso por embarcar num atentado terrorista meio zumbi, ele fala em uma linguagem selvagem, entendida somente por um homem. As conversas entre o igualmente ultrajante advogado francês e seu prisioneiro, consiste somente em grunhidos, choros e uma fala inteligível, sem sentido, que quase atinge absurdos picos hipnóticos.
Carax , que previamente fez a fábula anti-social “The Lovers on the Bridge”, trocou emails com a Wired.com para explicar o método por trás da loucura de “Merde.”
Wired.com: Como você e o elenco desenvolveram essa linguagem bizarra? Improvisação?
Leos Carax: Não teve improvisação. Eu primeiramente inventei essa linguagem chamada “Merdogon,” e então trabalhei com os dois atores para achar as entonações e a linguagem corporal. Todos nós nos apaixonamos por essa linguagem e decidimos escrever algumas melodias Merdogon depois de filmar. Uma é chamada de “Hymn to Merde.” Você pode assisti-la no youtube, com Denis Lavant e vocais do VV, do The Kills.
Wired.com: As pessoas pensam em Tokyo como uma cidade futurista e hiper-civilizada, ainda assim, há uma besta vinda das profundezas. Da onde você tirou essa ideia de um ermitão do esgoto?
Carax: Eu tive a visão de “Merde” em um dia ruim, em que eu estava caminhando sozinho no boulevard Parisiense. Eu imaginei alguém (eu mesmo?) de repente saindo de um bueiro, aparecendo entre a multidão e atirando em todos que cruzavam o seu caminho. Me ocorreu que esse homem deveria vir de lugar nenhum. Um tipo de bicho-papão, o imigrante absoluto, uma criatura pré-histórica, o remanescente de um civilização perdida.
Wired.com: Toda grande cidade tem seu próprio personagem, ame ou odeie. Quais as qualidades mais intrigantes que você encontrou em Tokyo?
Carax: Eu nunca tive uma fascinação real pela cidade. O fato de que o Japão é uma ilha e que muitas coisas são reprimidas (memórias, sentimentos, etc) nutriram o projeto. O filme é chamado Tokyo!, com um ponto de exclamação. Meu segmento não é sobre Tokyo. É sobre o ponto de exclamação.
Sem comentários »O que podemos aprender sobre quem nós somos, o que gostaríamos de ser, somente fazendo uma análise dos objetos que nos cercam?
Objectified é um documentário sobre nossa complexa relação com objetos fabricados e, como extensão, as pessoas que o desenharam. É uma espiada na criatividade e no trabalho por trás de tudo, desde escovas de dentes até eletrônicos tecnológicos. É também sobre os designers mais influentes do mundo, que reexaminam, reavaliam e reinventam nosso ambiente fabricado. É sobre expressão pessoal, identidade, consumismo e sustentabilidade e como tudo isso tem impacto em nossa vida.
Fonte: objectifiedfilm.com
Sem comentários »HD Film Tools
“É um excitante momento para ser um contador de histórias. As tecnologias digitais mudaram as regras da mídia tradicional. O poder de comunicar ideias nunca foi tão grande como hoje.”
É com esse pensamento que Lawrence Jordan e Stefan Glidden criaram o HDFilmtools, um blog repleto de dicas e entrevistas interessantes sobre cinematografia digital, efeitos visuais e muito mais.
Sem comentários »Olha quem está falando…
“Filmar com a RED é como ouvir Beatles pela primeira vez. A RED vê como eu vejo. Qualquer dia eu vou descobrir exatamente como Jim e seu time fizeram algo tão tecnologicamente avançado parecer tão orgânico, tão belissimamente sintonizado ao fenômeno mais natural de todos, a luz.” Steven Soderbergh, director, Solaris, Ocean’s 11 & Traffic
“É como película. Mas, se você finaliza e mostra numa tela em 4K, o resultado é como se você tivesse filmado em 65mm, como os velhos épicos costumavam fazer. É muito excitante, e terá um grande impacto na indústria indie – mas nós não vemos motivo pelo qual você não poderia usar essa câmera em qualquer tipo de filme. Eu estou considerando seriamente a Red para filmar “The Lovely Bones.” Peter Jackson, director, Lord Of The Rings & King Kong
Clicando aqui, você poderá assistir as entrevistas de Steven Soderbergh, Doug Liman (diretor de Jumper, The Bourne Identity e Mr. & Mrs. Smith), entre outros; todos falando sobre a sua experiência em filmar com a Red.
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