A Visual Effects Society (VES) Technology Committee e a American Society of Cinematographers (ASC) se reuniram na terça passada em Hollywood para debater o tema “Considerações da Qualidade de Imagem na Cinematografia e nos Efeitos Visuais”.
A bancada foi formada e moderada por Ray Feeney (RFX) e era previsto 5 participantes, mas 2 deles faltaram:
Claudio Miranda - DP “The Curious Case of Benjamin Button”
Matthew Libatique, ASC - DP “Iron Man”
Eric Barba, VFX Supervisor - “The Curious Case of Benjamin Button”
Wally Pfister, ASC - DP “The Dark Knight” (ausente)
Anthony Dod Mantle, BSC - DP “Slumdog Millionaire” (ausente)
Entre os assuntos abordados, um dos que mais chamou atenção foi o de que a película para a televisão está morta, já que todas emissoras agora são forçadas a trabalhar com soluções digitais, até mesmo as séries de maior audiência.
Do ponto de vista do negócio nas produções dos filmes, algumas práticas estão causando impacto na habilidade dos Diretores de Fotografia e nos Supervisores de Efeitos Especiais de fazerem “escolhas corretas”. O comentário feito foi que, individualmente, a habilidade de influenciar essas escolhas são limitadas.
Segundo a bancada, toda produtora precisa reinventar seu workflow - não há workflow definido. Matthew Libatique até fez um comentário de que ele se pega falando muito menos de luz hoje em dia e muito mais de problemas de workflow. E ele também mencionou que normalmente o Diretor de Fotografia não é remunerado pelo processo de DI (que é a transferência de um formato que pode ser manipulado e corrigido digitalmente). Cláudio Miranda mencionou que o DI de Benjamim Button durou 3 meses.
A indústria está encarando muitos problemas sérios e eventos como esse são muito importantes para fazer as pessoas se falarem. São muitas coisas mudando relativamente rápido em várias frentes: técnica, financeira e social.
No lado técnico, temos opções de novas câmeras - enquanto os puristas se mantém firmemente presos no campo do 35mm, não pode ser ignorado o fato de que 2 filmes indicados ao Oscar em Fotografia desse ano foram filmados substancialmente ou parcialmente em digital, incluindo o ganhador, Slumdog Millionaire. Torna-se claro que não agimos coletivamente quando se trata de extrair a melhor qualidade dessas fontes, monitorando todo o caminho e preservando a qualidade através do processo de pós-produção e do processo de DI.
leia a matéria completa aqui, em inglês.

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