Steven Soderbergh é definitivamente um cara estranho. Nascido na Suécia, mudou-se para Atlanta (USA) ainda criança, quando apaixonou-se pela sétima arte e começou a fazer experimentos em super 8mm.
Após formar-se no colegial, foi pra Hollywood tentar a vida, e lá aprontou de tudo um pouco até virar freelance de operador de grua.
Já um homem feito, continuou fazendo suas experimentações, sem dar muita bola pra o que os outros achavam a seu respeito ou sobre suas inovações cinematográficas.
Jogada de mestre.
Seu primeiro grande sucesso não só lhe rendeu a Palma de Ouro em Cannes e a estatueta de melhor diretor com apenas 26 anos, como revolucionou o cinema independente norte-americano. Sexo, Mentiras e Videotape foi escrito em 8 dias e filmado em 20.
Touché. Nascia o Poster Boy of the Sundance Generation.
De lá para cá, dirigiu desde bombas como Full Frontal, até blockbusters como Traffic, Oceans Eleven e Erin Brockovich, firmando-se como um diretor moderno e inventivo, mas também muito lucrativo para os grandes estúdios.
Mas Soderbergh parece ter cansado das superproduções e, no ano passado, voltou a sua origem independente após assinar um contrato com a HDNet, entidade produtora que irá patrocinar seis filmes seus até 2011.
O primeiro deles, Bubble, foi uma paulada na cara da Velha Guarda de Los Angeles, que ainda insiste em manter os mesmos formatos de produção, captação e distribuição de filmes.
Filmado em HD (High Definition), Bubble teve um orçamento total de 1,6 milhões de dólares, e contou com atores não profissionais e uma equipe reduzida no set de filmagem.
O resultado é um filme estranhamente bom, que narra a história de um triângulo amoroso e tem como pano de fundo uma fábrica de bonecas numa pequena cidade americana.
Como se não bastasse, Soderbergh decidiu lançar o filme nas salas de cinema, nas locadoras de DVD, na TV a cabo e no site da HD net simultaneamente.
Bubble passou completamente despercebido aqui no Brasil. Mas você pode voltar sua atenção a ele.

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